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A
clonagem vem provando já há alguns anos, a existência no interior das nossas
células — não somente no óvulo e no espermatozóide — de um arquivo completo
das nossas características físicas e mentais.
Na
clonagem reproduz-se um ser — único em suas características — a partir de
qualquer de suas células.
Nossa
memória, nossa personalidade, arquivadas em nossa Memória Anímica, conjunto
formado pela nossa memória e as de todos os nossos ancestrais, faz parte do
código genético de cada um de nós e, na clonagem, muito mais do que na fecundação
normal porque todos os caracteres de um único indivíduo, reproduzidos
fielmente, passam a compor o novo ser.
Assim
sendo, quando ocorre um transplante ou uma transfusão de sangue, células vivas
e completas do doador passam a viver no corpo do receptor e levam consigo,
cada uma delas, independente de suas características orgânicas, um arquivo
capaz de reproduzi-lo (ao doador) na íntegra, corpo e alma.
É
de se perguntar: depois de algum tempo, em se clonando uma célula do órgão
transplantado, a quem se reproduziria? Ao doador ou ao receptor? As células do doador
influenciariam as do receptor e vice-versa? Os códigos genéticos contidos em cada uma das células de cada um
dos indivíduos, somariam seus conteúdos? Haveria uma combinação dos códigos
para melhor aproveitamento dos elementos mais fortes de cada um deles? Faria
diferença o tipo de órgão transplantado?
Perguntas
cabíveis, considerando-se a existência de estreita comunicação entre as células,
pois, além de trabalharem em uníssono, em cada célula, de cada organismo,
existe um único e completo código genético em contínuo agregar de novas informações,
em contínuo crescimento, garantindo o equilíbrio orgânico.
Contribuindo
também para estas indagações, na literatura médica foram publicados fatos
curiosos corridos com receptores de órgãos:
Em
meado dos anos 90, uma senhora residente nos EEUU, recebeu um rim de doador
desconhecido. Pouco tempo depois do transplante passou a ter vontade de beber
cerveja e a sonhar com uma pessoa chamada Jimmy. Intrigada, resolveu pesquisar
a respeito do doador e descobriu tratar-se de um jovem, morto em acidente
de moto, chamado Jimmy e bom bebedor de cerveja.
A engenharia genética e outras
ciências do ramo, certamente responderão às perguntas formuladas acima, às
quais acrescentamos:
1
— A Memória Anímica, a alma do doador,
passaria a fazer parte do receptor?
2
— Seria possível aumentar as chances
de perpetuação, em simplesmente tornar-se doador de sangue ou de órgão?
3
— Seriam fundamentadas as razões
das religiões que proíbem aos seus membros as transfusões e transplantes?
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